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Foto de Eloiza de Oliveira Frederico

Eloiza de Oliveira Frederico

Há quem passe a vida inteira tentando traduzir o mundo em palavras. Como jornalista, eu fiz disso o meu ofício; como professora, foi o meu legado. Passei décadas ajudando a traçar linhas de entrevistados e alunos, e assim delineando meu próprio caminho. De repente, a matemática do espelho se fez urgente: descobri que o horizonte que tenho pela frente é menor do que a estrada que já ficou para trás. Mas, onde muitos veriam o peso do fim, eu enxerguei a leveza do agora. Eu que transitei por estúdios de rádio e televisão, agora às vésperas de completar 60 anos, caminho por studios de balé e de pilates. A menina que sonhava rodopiar com sapatilhas de balé, hoje baila em um estúdio de dança e até em palcos já ousou subir, tendo na plateia o apoio e o aplauso de quem eu amo. O corpo que agora baila apaixonadamente, também se exercita no pilates- às vezes agarrada no ódio, é verdade- numa rotina de autocuidado inexistente ao longo da minha linha do tempo.

Esse processo de (re)descoberta após 5 décadas de vida, me estimulou a traçar um novo rumo na minha vida: agora sou uma podcaster. Longe das amarras das notícias frias, aqui no 50+ Caminhos eu costuro histórias em áudio, partilho afetos, memórias e reflexões sobre o meu ( o nosso) envelhecimento. Descobri no movimento um jeito de celebrar a minha existência. Cada passo é uma forma de dizer ao tempo que eu não vou apenas passar por ele — eu vou dançar com ele.

Retrato de Flávio Falciano

Flávio Falciano

Desde jovem eu tenho uma ligação especial com uma música “Semente de tudo”, do compositor Zé Geraldo, particularmente na parte da estrofe em que ele canta: “eu sou o atalho de todas as grandes estradas por onde passei... das vilas, pequenas cidades por onde andei...”. Acho tão simples e traduz perfeitamente quem eu sou... Tem gente que ao longo da vida mudou e muda diversas vezes de profissão, eu não... Sempre quis ser jornalista e sempre fui apaixonado por rádio (herança dos meus pais... em casa o aparelho de rádio tinha lugar especial na decoração da casa e ficava ligado quase o dia todo...). Resultado: virei radiojornalista. E mais... dediquei boa parte da minha carreira a ensinar esse ofício pra centenas ou milhares de jovens universitários (coisa de que, humildemente, muito me orgulho!).

Foi nesse ofício que, décadas atrás, tive o prazer de conhecer a Elô, grande amiga e parceira nesse projeto do podcast 50+ Caminhos. Foi incrível como surgiu a ideia do podcast... A gente estava comentando o que cada um vivia, as situações que vivenciava, até que um olhou para o outro e nos perguntamos: “não somos só nós que passamos por isso? E a gente não vê essas questões serem abordadas na sociedade como deveriam... Que tal fazermos um programa de rádio pra tratar só disso?”. Pronto... nasceu o 50+ Caminhos!

Mas não sou só o profissional... Sou o grandão (afinal, tenho quase 2 metros rsrsrs) que muitos acham que é bravo (não sou não! Acho que pensam isso pela voz de trovão e porque adoro uma discussão rsrsrsrs), que adora café, ama mais ainda bater papo (creio que vim ao mundo para conversar com quem aparecer...) é fanático pelo Palmeiras (acho que é a ascendência italiana rsrsrs) e completamente apaixonado pela Paty e pelo Rafinha. E agora o que eu mais quero é poder trocar ideias contigo! Me conte mais de vc e como é vivenciar essa fase a partir dos 50 anos...

Fernando Pereira da Silva

Nasci no dia 13 de junho de 1959 em Santo André, que já foi “da Borda do Campo”, (onde vivo até hoje), e minha trajetória sempre foi guiada por duas grandes paixões: as histórias e o olhar. Sou jornalista de formação pelo Instituto Metodista de Ensino Superior e mestre em Comunicação Midiática pela Unip. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de registrar o mundo tanto por meio das palavras quanto pelas lentes da minha câmera. Atuei como fotógrafo e repórter em redações de grande relevância, como o Diário do Grande ABC, o Estadão, e as revistas Placar e Quatro Rodas. Nos anos 1990, decidi explorar novos horizontes e migrei para o jornalismo empresarial, produzindo conteúdos jornalísticos e materiais fotográficos para grandes marcas e instituições, como a General Motors do Brasil, Casa da Esperança de Santo André, BorgWarner e Black&Decker. Na virada do milênio, no ano 2000, descobri outra vocação: as salas de aula. Passei a compartilhar minha experiência prática com as novas gerações como professor universitário nos cursos de Jornalismo, Publicidade, Rádio e TV, e Letras, com passagens muito marcantes pela Universidade de São Caetano do Sul (USCS) e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Recentemente, encerrei meu ciclo na vida acadêmica formal e me aposentei, mas a mente e a criatividade continuam em pleno movimento! Agora, dedico muito mais tempo às minhas paixões sonoras e culturais: sou violonista amador (na realidade prefiro dizer violeiro) e um eterno pesquisador entusiasmado da música e da rica cultura brasileira. O Brasil tem camadas e mais camadas para descobrir, e essa busca nunca termina. Acredito que a vida é feita de novos começos, e caminhar por esses novos acordes e imagens tem sido a minha melhor escolha.

Foto de Fernando Pereira da Silva

Thaylanne Layuri

Olá, eu sou a Thaylanne Layuri, produtora audiovisual formada pela USCS. Desde muito nova sou apaixonada por jogos, filmes, novelas, séries e programas como o Globo Repórter. Percebi cedo que todas essas paixões tinham algo em comum: me faziam refletir e me ajudavam a enfrentar os desafios da vida. Foi sendo impactada por essas histórias, especialmente pelo filme do Studio Ghibli "A Viagem de Chihiro" e pelas reportagens da jornalista Glória Maria que pensei: quero impactar as pessoas da mesma forma que eu fui impactada, agregando algo de bom à vida delas. Na faculdade, entendi onde eu queria estar nesse processo: não na frente das câmeras, mas por trás delas. É na organização, em cuidar de cada detalhe, que uma história sai do papel e realmente chega até as pessoas. Foi nesse processo que percebi: muitas vezes, o visual recebe toda a atenção, enquanto o áudio acaba sendo menos valorizado, mesmo que na própria palavra "audiovisual", "áudio" venha antes de "visual". É por meio do som, dos efeitos e da ambientação que despertamos emoções, criamos tensão e transformamos completamente o significado de uma cena. O que mais me fascina é que às vezes não precisamos ver para sentir, basta ouvir. O áudio, assim como a música, tem o poder de despertar sensações e tornar uma história inesquecível. É por isso que gosto tanto de editar e trabalhar com áudio.

Foto de Thaylanne Layuri, produtora audiovisual

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